sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Gabarito - atividade em aula - turma 1003

1) Crise do escravismo antigo, decadência do Império Romano, invasões bárbaras e consequente processo de ruralização e desaparecimento da atividade comercial europeia. 
 
2) Produção predominantemente agrária voltada para o autoconsumo doa feudos, fraca atividade urbano-comercial, servos como principal força de trabalho, supremacia do poder local sobre o central e sociedade dividida em estamentos (sem mobilidade social).
 
3) Pacto que criava laços de dependência e lealdade entre senhores de maior e menor importância, envolvendo, principalmente, obrigações militares.
 
4) Talha = 50% da produção do manso servil; Corvéia = trabalho gratuito 3 dias por semana das terras do manso senhorial; Banalidades= taxa pela utilização de instalações do feudo (forno, moinho etc).
 
5) Não. Um escravo é propriedade de alguém, não tem liberdade de ir e vir, a obrigação é o trabalho em si, pode ser vendido. Já o servo é ligado à terra, que pode ser transferida aos seus descendentes por meio do pagamento de uma taxa (mão-morta), não pode ser vendido, e as diversas obrigações, como a talha e a corveia são uma "contraprestação" ao senhor feudal pela segurança e pela terra que ocupa no feudo, retendo uma parte da produção para o seu consumo ou troca.           

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Política e Religião - Reposição 9º ano do EF e 1º ano do EM - 13.10.16




COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E DEFESA DO ESTADO LAICO

A intolerância religiosa representa, certamente, um dos problemas mais delicados em nosso planeta, onde o fanatismo religioso, tão entranhado em milhões de pessoas, conduz umas a realizarem, contra as outras, verdadeiras guerras, em nome, supostamente, de sua religião, como se fosse possível estabelecer, com isso, qual a religião "estaria com a razão".

A questão é tormentosa e envolve o ser humano em sua mais pura essência, na medida em que são colocadas em jogo sua consciência e crença.

Podemos citar a falta de bom senso e de respeito mínimo à diversidade como fatores que criam e fortalecem as situações de caos e violência vistas em todo canto do mundo, inclusive em nosso país, decorrentes de divergências que levam um ser humano, inconformado com a consciência e a crença esposadas por outro ser humano, a tentar impor-lhe a sua própria consciência e crença, o que se afigura absurdo desmotivado, inútil e ofensor à liberdade fundamental de cada pessoa.

A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu art. 5º, inciso VI, preceitua que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos[1] veda, em seu artigo 2º, primeiro parágrafo, a discriminação por motivo de religião. Mais adiante, no art. 18, preceitua:

"ARTIGO 18

1. Toda pessoa terá direito a liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Esse direito implicará a liberdade de ter ou adotar uma religião ou uma crença de sua escolha e a liberdade de professar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto pública como privadamente, por meio do culto, da celebração de ritos, de práticas e do ensino.

2. Ninguém poderá ser submetido a medidas coercitivas que possam restringir sua liberdade de ter ou de adotar uma religião ou crença de sua escolha.

3. A liberdade de manifestar a própria religião ou crença estará sujeita apenas a limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.

4. Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a respeitar a liberdade dos países e, quando for o caso, dos tutores legais de assegurar a educação religiosa e moral dos filhos que esteja de acordo com suas próprias convicções."

 Convém anotar que a Lei nº 11.635/07 instituiu o dia 21 de janeiro como o "Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa".

Não se pode olvidar, outrossim, que o Brasil deve adotar uma postura neutra no campo religioso, de sorte a não apoiar ou discriminar nenhuma religião.

Com efeito, em consonância com a Constituição da República Federativa do Brasil e com toda a legislação que asseguram a liberdade de crença religiosa às pessoas, além de proteção e respeito às manifestações religiosas, a laicidade do Estado deve ser buscada, afastando a possibilidade de interferência de correntes religiosas em matérias sociais, políticas, culturais, etc.
 
QUESTÃO: QUAL A SUA POSIÇÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE BANCADAS RELIGIOSAS NO PARLAMENTO BRASILEIRO E DE CANDIDATURAS DE LÍDERES RELIGIOSOS A CARGOS PÚBLICOS EM GERAL?  SERÁ QUE ISSO CONTRARIA A NOSSA CONSTITUIÇÃO?

 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A política do "Pão e Circo" na Roma antiga. Reposição. 22.09.2016. 1º ano. Ensino Médio

Política do Pão e Circo


A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento.
Com a sua gradual expansão, o Império Romano tornou-se um estado rico, cosmopolita, e sua capital, Roma, tornou-se o centro de praticamente todos os acontecimentos sociais, políticos e culturais na época de seu auge. Isso fez naturalmente com que a cidade se expandisse, com gente vindo das mais diferentes regiões em busca de uma vida melhor. Como acontece até hoje em qualquer parte do mundo, pessoas humildes e de poucas condições financeiras iam se acotovelando nas periferias de Roma, em habitações com conforto mínimo, espaço reduzido, de pouco ou nenhum saneamento básico, e que eram exploradas em empregos de muito trabalho braçal e pouco retorno financeiro.
Esses ingredientes, em qualquer sociedade são perfeitos para detonarem revoltas sociais de grandes dimensões. Para evitar isso, os imperadores optaram por uma solução paliativa, que envolvia a distribuição de cereais, e a promoção de vários eventos para entreter e distrair o povo dos problemas mais sérios na fundação da sociedade romana.
Assim, nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades acalmavam o povo com a a construção de enormes arenas, nas quais realizavam-se sangrentos espetáculos envolvendo gladiadores, animais ferozes, corridas de bigas, quadrigas, acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalo. Outro costume dos imperadores era a distribuição de cereais mensalmente no Pórtico de Minucius. Basicamente, estes "presentes" ao povo romano garantia que a plebe não morresse de fome e tampouco de aborrecimento. A vantagem de tal prática era que, ao mesmo tempo em que a população ficava contente e apaziguada, a popularidade do imperador entre os mais humildes ficava consolidada.
Para os espetáculos eram reservados aproximadamente 182 dias no ano (para cada dia útil havia um ou dois dias de feriado). Os espetáculos que foram se desenvolvendo em cada uma dessas férias romanas, tinham sua origem na religião. Os romanos nunca deixavam de cumprir as solenidades, porém não mais as compreendiam e os festejos foram deixando de ter um caráter sagrado e passando a saciar somente os prazeres de quem os assistia.
Bibliografia:
DIAS, Anderson. Política do Pão e Circo. Disponível em http://www.parafrasear.net/2007/11/poltica-do-po-e-circo.html. Acesso em: 09 abr. 2012.
A política do Pão e Circo.. Disponível em http://www.stum.com.br/blog/blog.asp?id=8514. Acesso em: 09 abr. 2012.
Arquivado em: Civilização Romana
 
QUESTÃO: Como vimos no texto, a política de "distração" do povo para afastá-lo da realidade vem de longe. Você considera que essa política funciona ainda hoje? Dê exemplos de como isso acontece nos nossos dias e como se poderia modificar essa prática.
 

As guerras e a população civil. Reposição 22.09.16. 9º ano. Ensino Fundamental.

O que é proibido por lei durante uma guerra?

Por Roberto Navarro

access_time 18 abr 2011, 18h36 - Atualizado em 19 ago 2016, 17h45

Basicamente, a lei internacional proíbe que se causem sofrimentos desnecessários aos soldados combatentes ou à população civil. Reunimos sete situações proibidas por tratados internacionais. A maioria desses acordos foi assinada na cidade suíça de Genebra, entre 1864 e 1949, sendo ampliada por outros acordos aprovados em 1977. Esse conjunto de leis, assinado por mais de 180 países (incluindo o Brasil), é conhecido como Convenções de Genebra. “Essas leis precisam acompanhar as mudanças trazidas pelas novas armas e formas de combate mais avançadas. Por isso, é importante atualizar essas regras”, afirma o jurista britânico Peter Rowe, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido. Outro problema ainda maior é que, em muitas guerras, as leis são solenemente ignoradas nos campos de batalha. Uma tentativa de aumentar a eficácia da legislação de guerra aconteceu em 1998, quando a ONU organizou uma conferência diplomática que resultou no chamado Estatuto de Roma. O estatuto levou à criação do Tribunal Penal Internacional, estabelecido em 2002 como corte encarregada de julgar crimes e violações graves das leis que regulam guerras internacionais e civis em todo o globo.

Jogo sujo Legislação que reduz sofrimento nas batalhas é sempre desrespeitada

ATAQUE A CIVIS

O QUE DIZ A LEI – É proibido fazer ataques contra civis não engajados nas batalhas, incluindo qualquer violência sexual

CASOS DE VIOLAÇÃO – Durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995, soldados sérvios assassinaram milhares de civis, estupraram mulheres muçulmanas e castraram rapazes

USO DE CRIANÇAS COMO COMBATENTES

O QUE DIZ A LEI – É proibido recrutar ou utilizar crianças menores de 15 anos nas forças armadas ou empregá-las como combatentes

CASOS DE VIOLAÇÃO – Na guerra civil travada desde 1983 no Sudão, na África, mais de 10 mil crianças com menos de 15 anos serviram como soldados tanto no Exército do país como nos grupos rebeldes que lutam contra o governo

SOLDADOS RENDIDOS

O QUE DIZ A LEI – É proibido matar ou ferir militares que tenham deposto suas armas ou não estejam em condição de se defender

CASOS DE VIOLAÇÃO – Em 1940, durante a Segunda Guerra, soldados soviéticos executaram mais de 10 mil militares poloneses num campo de prisioneiros de guerra na Rússia

TORTURA

O QUE DIZ A LEI – É proibido o tratamento desumano de prisioneiros, incluindo torturas físicas ou psicológicas

CASOS DE VIOLAÇÃO – Após a vitória da coalizão liderada pelos Estados Unidos na invasão do Iraque, em 2003, soldados americanos torturaram prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib, perto de Bagdá

ARMAS QUÍMICAS

O QUE DIZ A LEI – É proibido usar gases tóxicos e outros tipos de armas químicas, ou utilizar armamentos capazes de causar ferimentos desumanos

CASOS DE VIOLAÇÃO – Na Primeira Guerra (1914-1918), o Exército alemão desenvolveu e usou vários tipos de gases asfixiantes como armas de guerra

ATAQUES A MISSÕES DE PAZ

O QUE DIZ A LEI – É proibido atacar pessoal e unidades participando de missões de paz ou assistência humanitária

CASOS DE VIOLAÇÃO – Desde 1978, mais de 70 integrantes das missões da ONU para manutenção da paz foram mortos na guerra civil no Líbano

ATAQUE A INSTITUIÇÕES

O QUE DIZ A LEI – É proibido atacar igrejas ou edifícios de culto religioso, monumentos históricos, hospitais e outros locais com doentes e feridos

CASOS DE VIOLAÇÃO – Durante a guerra civil na ilha de Sri Lanka (no oceano Índico), que começou em 1983 e continua até hoje, o governo tem sido acusado de bombardear templos frequentados pela população tamil, minoritária no país

QUESTÃO PARA DEBATE:  Em meados do século XIX começaram a ser elaboradas as primeiras regras a serem respeitadas por países em conflito, visando principalmente a proteção da população civil.  Contudo, elas são frequentemente desrespeitadas, como vimos no texto. Quais seriam os motivos de raramente as leis internacionais serem aplicadas para punição de crimes de guerra? Você acrescentaria algum ato como crime de guerra ou excluiria algum dos que estão no texto? 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Primeiro ano - Ensino Médio - 17/08/2016


GRÉCIA ANTIGA 

A Grécia localiza-se na região sul da Europa.  Por volta de 2000 anos a.C., os aqueus migraram para Grécia, sendo que mais tarde também os jônios, eólios e por fim os dórios.
Os historiadores costumam dividir a história grega em três períodos: Arcaico (séc.VIII  a  VI a . C.), Clássico (séc. V a IV a . C.) e Helenístico (séc. IV a I a.C.).
Período Arcaico: caracterizou-se pelo desenvolvimento das cidades-estados, pela emigração e pela fundação de colônias gregas.  O território havia-se tornado pequeno para a sua população, por isso numerosos agricultores foram buscar terras fora da Grécia. As cidades-estados gregas caracterizavam-se pela total independência umas das outras. Cada qual possuía governo, leis e moeda próprios. A extrema concentração de terras nas mãos da aristocracia desencadeou a luta entre o povo e os aristocratas. Nas cidades onde a vitória foi da nobreza, consolidou-se o regime aristocrático e naquelas onde a vitória foi do povo, consolidou-se, pouco a pouco, o regime democrático.   
Período Clássico: no século V, sob o governo de Péricles, Atenas tornou-se a cidade mais importante da Grécia.  Nela surgiu a democracia. A comunidade ateniense era suficientemente pequena para permitir que cada cidadão fizesse ouvir a sua voz. Pescadores, comerciantes, joalheiros, oleiros e proprietários encontravam-se em pé de igualdade na Eclésia (assembleia de cidadãos para tomar decisões sobre os assuntos da cidade) e tinham igual direito de voto nas discussões.  Entretanto, somente os cidadãos podiam fazer parte da assembleia, o que deixava de fora os estrangeiros, os escravos, as mulheres e as crianças.
Período Helenístico: período de fusão da cultura grega com a macedônica (amálgama das culturas egípcia, persa e mesopotâmica.